28 maio 2010

"Quando a solidão é carga demais...

E a gente pensa que não vai aguentar..." Estava mandando um recado para meu amigo Lepetito, mais conhecido como Luiz Felipe Cavalcanti de Albuquerque, que num dia comum decidiu ir embora pro Acre... rs... e me lembrei da musica Love in the afternoon: "Eu continuo aqui,com meu trabalho e meus amigos...". Acontece que desde ontem estou pensando no Joe. Juntou a lembrança, essa musica, e parece que tem alguém estrangulando meu coração, apertando bem forte com todas as mãos... "Só que você foi embora cedo demais..." Pouca gente sabe, mas penso em você todos os dias, e ainda dói todos os dias, mas têm dias em que dói mais... e ultimamente todos os dias têm doído mais. Costumo dizer que você é minha metade masculina... e a gente sempre falava daquela musica, Sob Medida:
"Eu sou sua alma gêmea Sou sua fêmea Seu par, sua irmã Eu sou seu incesto Sou igual a você Eu nasci pra você Eu não presto..."
E agora são tantas musicas, tantas poesias rodando aqui dentro, vejo letras e palavras ora num baile, ora num carrossel... "Lembro das tardes que passamos juntos..." caminhando, conversando... e sinto falta do teu entusiasmo, do teu sarcasmo, e do jeito que eu podia ser completamente eu contigo, e da forma que só você conseguia me ver... E como era boa a nossa ânsia de viver, a nossa inconsequência... você estava sempre ali quando eu precisava, e nada era longe demais, nunca era cedo ou tarde demais. Lembro de te ver sentado nos degraus da rodoviária em PG antes do ônibus encostar, as 4 da madrugada... eu sabia que você estaria sempre ali. E aquela ligação em plena terça-feira, às 11 da manhã... 'não era pra estar no trabalho?' 'Estou no orelhão em frente a loja' ... 'Só queria ouvir tua voz'. 
Eu continuo sendo a sua menina com uma flor...

27 maio 2010

Tanto tempo se passou, e eu não voltei a postar. Por várias vezes tive aquela vontade quase incontrolável de escrever, mas não tinha acesso, na maioria das vezes, peguei papel e caneta, rabisquei rascunhos e estes se perderam. Hoje, "o que sinto não sei dizer", parafraseando Renato Russo. 
Vou de Ctrl C + Ctrl V no meu perfil orkutiano... 

Quem sou eu? É engraçado ter que me descrever, antigamente nossos AMIGOS sabiam quem éramos, do que gostávamos, o que sentíamos. Hoje temos que escrever quem somos para que, de repente, se acontecer de alguém ter interesse em saber (o que é cada vez mais difícil), entrar no orkut e pronto, ali está quem você é. Eu preferia aquele tempo em que as pessoas conviviam, conversavam e assim iam conhecendo, descobrindo nossos gostos, nossos medos, nossas metas. 
Acho cada vez mais difícil esse viver distante, essas relações vazias. E acabo sentindo falta de quando usava allstar e tingia os cabelos de vermelho, tinha cara de lua cheia e o manequim era alguns números maior. A medida que fui deixando de me sentir o patinho feio, fui me sentindo cada vez mais sozinha. Pouco importava a roupa que vestia, se estava de salto ou havaianas, se estava maquiada, depilada, com as unhas feitas ou não. Quem gostava de mim, gostava e pronto, não se envergonhava disso, pelo contrário, me achava sempre linda. 
Hoje ouço que uma mulher sem batom não merece ser beijada, que devo trocar de shorts pra ir na locadora, pois falta um botão no bolso traseiro, e que devo falar mais baixo mesmo quando não tem ninguém por perto. Eu nunca levei jeito pra bonequinha de luxo, e nunca vou levar. Ainda não aprendi me maquiar, e detesto usar batom, fico me achando com a boca da Vovó Mafalda. Ás vezes acordo com vontade de me arrumar, ficar bonita, mas ainda assim preciso ficar a vontade. 
E tantas cobranças com a aparência hoje me fazem sentar no canto do quarto e chorar, não só por achar que nunca estarei a altura das expectativas, mas principalmente por saber que é só isso que importa, só isso que todo mundo enxerga. E por mais que digam que buscam um amor pra vida inteira, ou alguém pra andar de mãos dadas, o que vejo é uma busca cega por um bibelô pra exibir por onde passam... e definitivamente, não tenho vocação pra isso. 
Ainda quero rir de qualquer coisa, a qualquer hora, abraçar e beijar quando der vontade, sem me importar com quem está olhando, não ter que medir palavras ou ter cuidado em cada gesto. Poder colocar um jeans surrado, regatinha desbotada, chinelo havaianas, 'malemá' pentear o cabelo e sair pra almoçar ou ir ao shopping, e saber que ainda assim você me achará linda, porque o que importa é o que sou, não a roupa que uso ou o que os outros estão pensando. 
Foi possível um dia, pq não é mais? 
Ainda espero...