Lembra quando você era pequena e tua mãe dizia "na volta a gente compra"?
Aí você cresce e é como se caminhasse o caminho de volta...
Quando o namorado termina e vai embora?
Ah, beleza, quem tá perdendo é ele...
Quando você está sem rumo, não consegue se concentrar e abandona a faculdade?
Ah, você é jovem, tem muito tempo ainda...
Quando você tem uma gravidez indesejada e tem um filho sozinha?
Ah, o jeito é cuidar...
Quando você tem um emprego legal, mas pede pra sair porque teu filho precisa mais de você?
Ah, depois você arruma outro...
Quando a formatura da tua prima é no mesmo dia da tua?
Ah, não vou dividir a família, vamos na dela...
Quando não tem namoro, não tem noivado, não tem vestido de noiva?
Ah, o importante é que estamos juntos...
Quando você quer um filho mas ele acha que não tá na hora?
Ah, você ainda tem tempo...
Quando você passa num concurso e não pode assumir?
Ah, você passa no próximo...
Quando te chamam no próximo e também não dá pra assumir?
Ah, não era pra ser...
E parece um eterno caminho de volta...
...Interlúdio...
"Dizem q sou louco por pensar assim..." ...e é assim q este blogg começa, como q refletido num prisma irregular, de uma vaga existência em "dias assim, dias de chuva, dias de sol... e o q sinto não sei dizer. É tão estranho..."
12 fevereiro 2019
18 janeiro 2019
O que lhe dá prazer?
Há alguns dias um colega me disse que sua terapeuta lhe fez a seguinte pergunta: "Hoje, o que você faz que te dá prazer?". Desde então ele vem pensando e ainda não conseguiu responder a essa pergunta.
Hoje comecei a pensar nessa mesma pergunta "Hoje, o que me dá prazer?" e fiquei extremamente aliviada e feliz ao conseguir pensar em uma infinidade de respostas a esta pergunta.
Coisas como praia, caminhar a beira-mar, construir um castelo de areia, vieram logo a cabeça, e embora não faça nada disso há um bom tempo, são coisas que facilmente me dariam prazer.
Mas pensando nas coisas mais cotidianas e próximas...
Comer sushi me dá prazer! Só de pensar em um hot, cheio de molho tare... hmmm
Caminhar de mãos dadas, a qualquer hora do dia, em qualquer lugar, seja no bosque em um domingo a tarde, seja no mercado para comprar um pacote de pão. Caminhar de mãos dadas me dá prazer.
Caminhar sozinha, de manhanzinha ou num fim de tarde, me dá prazer.
Ler me dá prazer.
Preparar aula me dá prazer.
Sentar com uma amiga e ficar jogando conversa fora me dá prazer.
Fazer sobremesas me dá prazer, mais do que comê-las. Um dia até comentei em uma aula, que cozinhar é a minha forma de demonstrar amor.
Pesquisar algo no google e encontrar coisas que aguçam minha curiosidade e me fazem pesquisar novas coisas, isso também me dá prazer.
Terminar de limpar a casa e ver tudo limpinho, me dá prazer.
Rodar com uma criança até cair na grama... ah, é incrível! Mesmo que me dê coceira depois.
Fazer alongamento e sentir aquela dorzinha gostosa... que prazer!
Tomar banho de chuva me dá prazer.
Mergulhar na piscina me dá prazer... embora depois me dê dor de ouvido, não posso negar que me dá prazer.
Andar de bicicleta me dá prazer. Na subida dói um pouco o joelho, falta um pouquinho o ar, mas é delicioso. Quando chega a descida... é indescritível! Sentir o vento contra o rosto... sempre vem a música "I believe I can fly..."
Entrar no banho e sentir a água caindo... hmmm
Sentir o cheiro da chuva... quando não vem com o cheiro do curtume junto... kkk. Só o cheiro da terra molhada...
Como sou grata por sentir alegria nas pequenas coisas, por enxergar as dádivas em cada dia, por ser feliz na simplicidade. Por sentir alegria na jornada, saber que a vida é para ser degustada e degustá-la.
Hoje comecei a pensar nessa mesma pergunta "Hoje, o que me dá prazer?" e fiquei extremamente aliviada e feliz ao conseguir pensar em uma infinidade de respostas a esta pergunta.
Coisas como praia, caminhar a beira-mar, construir um castelo de areia, vieram logo a cabeça, e embora não faça nada disso há um bom tempo, são coisas que facilmente me dariam prazer.
Mas pensando nas coisas mais cotidianas e próximas...
Comer sushi me dá prazer! Só de pensar em um hot, cheio de molho tare... hmmm
Caminhar de mãos dadas, a qualquer hora do dia, em qualquer lugar, seja no bosque em um domingo a tarde, seja no mercado para comprar um pacote de pão. Caminhar de mãos dadas me dá prazer.
Caminhar sozinha, de manhanzinha ou num fim de tarde, me dá prazer.
Ler me dá prazer.
Preparar aula me dá prazer.
Sentar com uma amiga e ficar jogando conversa fora me dá prazer.
Fazer sobremesas me dá prazer, mais do que comê-las. Um dia até comentei em uma aula, que cozinhar é a minha forma de demonstrar amor.
Pesquisar algo no google e encontrar coisas que aguçam minha curiosidade e me fazem pesquisar novas coisas, isso também me dá prazer.
Terminar de limpar a casa e ver tudo limpinho, me dá prazer.
Rodar com uma criança até cair na grama... ah, é incrível! Mesmo que me dê coceira depois.
Fazer alongamento e sentir aquela dorzinha gostosa... que prazer!
Tomar banho de chuva me dá prazer.
Mergulhar na piscina me dá prazer... embora depois me dê dor de ouvido, não posso negar que me dá prazer.
Andar de bicicleta me dá prazer. Na subida dói um pouco o joelho, falta um pouquinho o ar, mas é delicioso. Quando chega a descida... é indescritível! Sentir o vento contra o rosto... sempre vem a música "I believe I can fly..."
Entrar no banho e sentir a água caindo... hmmm
Sentir o cheiro da chuva... quando não vem com o cheiro do curtume junto... kkk. Só o cheiro da terra molhada...
Como sou grata por sentir alegria nas pequenas coisas, por enxergar as dádivas em cada dia, por ser feliz na simplicidade. Por sentir alegria na jornada, saber que a vida é para ser degustada e degustá-la.
18 março 2014
O não amor
Sabe, sempre acreditei que o amor aconteceria facilmente e que tudo transcorreria de forma perfeita, milimetricamente, como se fosse ensaiado. E por isso esperei, meses, anos, décadas. Mas nunca aconteceu. A perfeição sempre passou bem longe daqui.
Surgiram sim vários caras, vários casos, alguns comuns, outros inusitados, cada qual com sua característica própria, mas nunca o tão esperado amor.
Uma vez desconfiei que pudesse ser ‘o amor’, o cara bonito, apaixonado, responsável e etc. Mas a paixão o fez doente de ciúmes, o excesso de responsabilidade o fez dedicar-se mais ao trabalho que a qualquer outra coisa, e meu tempo livre enquanto ele só trabalhava me fez conhecer outros mundos. Depois disso não teve volta, só restou o nó na garganta por uma coisa inacabada, que ainda incomoda cada vez que os olhares se cruzam nos corredores.
Houveram as paixões, as fugas, os passatempos, mas nunca algo sólido, concreto, que mesmo de longe se parecesse com o tão sonhado amor.
Por vezes penso que tenho uma incapacidade nata para o amor, um dom latente para o erro, para o fugaz.
Mas ainda assim vivo a eterna ânsia de encontrá-lo e vivê-lo plenamente, como se ao dobrar a esquina fosse esbarrar naquele que fora predestinado a mim.
Ao fechar os olhos não posso ver seu rosto, não sei sua idade, altura ou tipo físico, não sei seu credo, cor ou raça, mas posso vê-lo sorrir, um riso fácil, que me faz sorrir tb.
Não sei se alguém no mundo ainda é capaz de sentir, de se permitir o amor, simples, leve, pleno e louco, como Vinícius versava e como ainda espero.
Por algum tempo tentei acreditar que uma boa convivência bastaria, que se o cara fosse legal e não muito feio, daria pra ser feliz pra sempre, ou ao menos um pouco. Mas de repente você surgiu, e estragou tudo, me fez lembrar, me fez sentir, coisas que eu acreditava que nunca mais sentiria. Dor no peito, nó na garganta, borboletas no estômago, obliquidade no olhar, parafusos soltos, incompletude intermitente, síndrome do arroz de festa, indecisão peremptória (ou não), desassossego abrupto, inquietude de pés e mãos, palavras ao vento, e uma vontade de só estar ali pra sempre.
Hoje nada mais é o bastante, tudo parece tão desinteressante... por mais que me esforce, desce quadrado ou nem desce.
Aquela história na qual um dia tentaram me fazer acreditar, que um amor destes comuns, destes pra vida inteira, sem grandes desassossegos, bastaria… Balela! Não basta. Não preenche. Não dá! Vou precisar sempre da emoção, da expectativa, do mistério, do novo.
Ainda espero…
Sonhava casar com o primeiro namorado
Desejava ter uma moto
Desejava morar sozinha
Sonhava trabalhar com crianças
Sonhava ter muitos amigos
Sonhava com churrascos nos finais de semana
Sonhava com um mural na parede cheio de fotos
Sonhava amar e ser amada
Sonhava com o vestido de noiva
Sonhava com uma cozinha novinha
Sonhava
Desejava
Sonhava
Hoje só durmo a base de clonazepam.
Desejava ter uma moto
Desejava morar sozinha
Sonhava trabalhar com crianças
Sonhava ter muitos amigos
Sonhava com churrascos nos finais de semana
Sonhava com um mural na parede cheio de fotos
Sonhava amar e ser amada
Sonhava com o vestido de noiva
Sonhava com uma cozinha novinha
Sonhava
Desejava
Sonhava
Hoje só durmo a base de clonazepam.
A arte de ignorar - Parte 2
Ele continua on-line.
Ela diz:
Só me ignorar não está sendo suficiente. Por que você não me dá um fora daqueles, assim, que me faça desistir, que me faça não ter mais coragem de insistir?
Porque eu não consigo ter raiva de você, nem ficar triste, nem nada. Eu só consigo sentir mais vontade de você, te querer cada vez mais.
Mas um dia isso passa, eu espero que passe. Mas tem horas que essa espera demora muito, como agora…
"Eu te amo assim do teu jeito…" mas um dia passa…
E ele, ainda on-line, continua em silêncio.
A arte de ignorar - Parte 01
Ela está no MSN, ele está on-line. Ela se segura ao máximo esperando que ele chame-a para conversar. Ele não chama. Ela não resiste:
Ela diz:
Oi. Estava mexendo no meu antigo celular e encontrei a primeira mensagem que você me mandou - “vem tomar coca!” rs… faz quase um ano.
Ele não responde.
Ela diz:
Hoje será mais um daqueles dias em que não vai falar comigo, né? Ok, tudo bem. Bjo!
Ele aparece ausente.
Já…?
Já saiu da balada as 4 horas da madruga sem vontade de chegar em casa?
Já teve uma vontade louca, incontrolável, que não dava pra esperar amanhecer o dia?
Já sentiu um nó tão grande na garganta e no peito por coisas não ditas?
Já entrou no carro e foi parar num lugar como se o carro tivesse ido por vontade própria?
Já ficou sentada com as mãos no volante, parada no estacionamento durante alguns minutos pensando ” e agora ?” ?
Já desceu do carro e ficou andando em círculos, se perguntando “será que…” ?
Já teve que respirar bem fundo para tomar coragem de fazer algo aparentemente simples como abrir uma porta?
Já sentiu o coração bater acelerado ao ver pela janela alguém passar no corredor?
Já parou na porta e ficou em silêncio esperando alguém sentir sua presença?
Já sentiu algo inominável ao encontrar um olhar de surpresa e cansaço?
Já teve certeza de amar alguém ao ver seu semblante exausto?
Já desejou em cada átomo abraçar uma pessoa e dizer o quanto a ama e o quanto quer estar com ela?
Já conteve todo o desejo e caminhou ao lado dela como um simples amigo?
Já esqueceu do tempo olhando um rosto, percorrendo-lhe com os dedos cada traço?
Já desejou morar eternamente num abraço?
A resposta é sim, essa noite.
Já saiu da balada as 4 horas da madruga sem vontade de chegar em casa?
Já teve uma vontade louca, incontrolável, que não dava pra esperar amanhecer o dia?
Já sentiu um nó tão grande na garganta e no peito por coisas não ditas?
Já entrou no carro e foi parar num lugar como se o carro tivesse ido por vontade própria?
Já ficou sentada com as mãos no volante, parada no estacionamento durante alguns minutos pensando ” e agora ?” ?
Já desceu do carro e ficou andando em círculos, se perguntando “será que…” ?
Já teve que respirar bem fundo para tomar coragem de fazer algo aparentemente simples como abrir uma porta?
Já sentiu o coração bater acelerado ao ver pela janela alguém passar no corredor?
Já parou na porta e ficou em silêncio esperando alguém sentir sua presença?
Já sentiu algo inominável ao encontrar um olhar de surpresa e cansaço?
Já teve certeza de amar alguém ao ver seu semblante exausto?
Já desejou em cada átomo abraçar uma pessoa e dizer o quanto a ama e o quanto quer estar com ela?
Já conteve todo o desejo e caminhou ao lado dela como um simples amigo?
Já esqueceu do tempo olhando um rosto, percorrendo-lhe com os dedos cada traço?
Já desejou morar eternamente num abraço?
A resposta é sim, essa noite.
Porque têm dias que a gente acredita que é amor.
Mas o tempo passa, e ele passa pra todo mundo, mesmo para quem não quer ver.
Já não creio, hoje só deixo ele passar, e torço para que passe o mais rápido possível, assim posso não sentir. Mas a gente sempre sente, sente o vazio, sente a falta, e sente que não pode fazer nada a respeito.
Beijos, gestos e horas vazias, sobra muita falta no fim de cada dia.
E todos aqueles planos que você fez ainda menina, todas aquelas histórias de príncipe encantado e “viveram felizes para sempre”, nada mais faz sentido.
O príncipe nunca veio, de cavalo, carro ou bicicleta, e você já não aguenta engolir tanto sapo.
E lá se vai mais uma cartela de antiisso e antiaquilo que embrulham o estômago e dão dor de cabeça.
A noite vem e prefiro dormir no sofá, a cama é grande demais para nós duas.
Eu e minha solidão.
07 outubro 2013
"Ela pára e fica ali parada, olha-se para nada..."
17 de junho de 2013 às 16:55
Sabe aquele dia em que você acorda e tem a certeza que encontrou o amor da sua vida, e crê que dessa vez tudo conspirava a favor. Então você passa a viver como na música do Barão Vermelho, muda de nome, vive em greve de fome, o que for preciso, tudo, tudo pra não perdê-lo de vista, afinal, é o amor da sua vida, e isso a gente não encontra todo dia. E a história é toda linda, diferente, inusitada, dava até pra escrever um livro. Você enche o facebook de fotos de vocês dois, fotos lindas e todo mundo diz "que casal bonito, vocês combinam tanto".
Mas os dias vão passando, passando... e os sms que diziam "penso em você toda hora" não chegam mais, e nenhum "boa noite", nenhum =*,
<3 acabou.="" acabou="" acha="" adaptam.="" afinal="" ainda="" ali.="" ama="" amigos.="" as="" assim="" atitudes="" atribui="" bate="" bem="" br="" com="" cometidas="" concili="" concorda="" convence="" cora="" d="" de="" descomunal.="" diferentes="" dirige="" distra="" diz="" do="" e="" ele="" em="" ent="" entende="" entender="" est="" eu="" faltas="" foi="" forte="" gira="" homem="" jeito="" mais.="" mais="" mas="" mau-humor.="" mesmo.="" mesmo="" metro="" mundo="" n="" nada.="" nenhuma="" o.="" o="" objetivos="" olha="" omo="" ouve="" palavra="" pessoas="" por="" quando="" que="" quil="" repente="" s="" se="" sem="" sempre="" ser="" seus="" sinto="" tempo="" teu="" todas="" tristeza.="" tua="" tuas="" tudo="" uma="" vai="" vamos="" vel.="" velocidade="" voc="">Os dias passam e você ainda não aceita, não entende. Os sonhos, os planos, estilhaços no chão. E você não quer fechar a porta, porque acha que no final da escada ele vai mudar de ideia e vai voltar. Mas ele não volta. E você fica esperando o telefone tocar. Mas ele não toca. E então você tenta se convencer que os planos eram só seus, os sonhos eram só seus, o amor era só seu. Mas não consegue.
3>
"Quando eu lhe dizia: "Eu me apaixono todo dia e é sempre a pessoa errada."
12 de junho de 2013 às 23:20
Minha vida tem e sempre teve trilha sonora, e é engraçado que no meio de uma guerra, na minha cabeça ficam passando músicas.
"Dos nossos planos é que tenho mais saudade... Quando olhávamos juntos na mesma direção". Ops! Quase me esqueci, nunca olhamos na mesma direção. Eu olhava pra você e você olhava pela janela.
E todos aqueles teus defeitinhos que por vezes me incomodavam, ao meu ver, eram facilmente sanáveis ou completamente aceitáveis. Mas para você, os meus defeitos, inúmeros, imensos e intragáveis, impossibilitavam qualquer relacionamento. E o que eu sempre imaginei que um abraço e umas boas risadas curariam, para você não tinha remédio.
"Às vezes parecia que de tanto acreditar em tudo que [eu] achava tão certo, teríamos o mundo inteiro e até um pouco mais, faríamos floresta do deserto e diamantes de pedaços de vidro..."
E de repente o que para mim era tão simples, para você foi um erro.
E eu só esperava que você sorrisse e dissesse: "Eu gosto de você também."
"Você espera respostas que eu não tenho mas não vou brigar por causa disso"
Não mais que de repente
16 de abril de 2013 às 22:35
Porque de repente me vi com saudade de mim.
De repente me levaram a pensar em tudo que não foi, que não fui, que não sou. Aquilo que desejei e não conquistei. Aquilo que perdi. O que sonhei e não tive, não tenho. Mas pior que isso, me levaram a pensar que talvez eu nunca tenha. Pior que isso, me disseram que não passa de utopia, um conto de fadas bobo.
De repente me fizeram ter medo.
De repente me fizeram chorar.
De repente o que sou, o que desejo, o que espero, nada disso importa.
De repente as palavras se calam.
De repente o corpo dói, os sonhos doem.
De repente, não mais que de repente.
Porque de repente me vi com saudade de mim.
De repente me levaram a pensar em tudo que não foi, que não fui, que não sou. Aquilo que desejei e não conquistei. Aquilo que perdi. O que sonhei e não tive, não tenho. Mas pior que isso, me levaram a pensar que talvez eu nunca tenha. Pior que isso, me disseram que não passa de utopia, um conto de fadas bobo.
De repente me fizeram ter medo.
De repente me fizeram chorar.
De repente o que sou, o que desejo, o que espero, nada disso importa.
De repente as palavras se calam.
De repente o corpo dói, os sonhos doem.
De repente, não mais que de repente.
De repente
9 de março de 2013 às 00:24
Até bem pouco tempo eu não sabia o que era sentir ciúmes
Até bem pouco tempo achava que TPM era fingimento
Até bem pouco tempo era mais fácil mudar de ideia do que de roupa
Até bem pouco tempo tudo parecia simples, rápido e indolor
De repente surgiu você
E a voz não sai
De repente surgiu você
E eu não sei o que vestir
De repente surgiu você
E eu perdi o controle da tv
De repente surgiu você
E eu não lembro quais filmes queria ver
De repente surgiu você
E a sabe tudo não sabe nada
De repente surgiu você
E amarelo, marrom, rosa e branco ficam bem
De repente surgiu você
E monstros no armário e embaixo da cama
De repente surgiu você
E o medo do escuro
De repente surgiu você
E Vinícius de Moraes fez sentido
"Assim como o oceano só é belo com o luar
Assim como a canção só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem só acontece se chover
... eu não existo sem você"
Até bem pouco tempo eu não sabia o que era sentir ciúmes
Até bem pouco tempo achava que TPM era fingimento
Até bem pouco tempo era mais fácil mudar de ideia do que de roupa
Até bem pouco tempo tudo parecia simples, rápido e indolor
De repente surgiu você
E a voz não sai
De repente surgiu você
E eu não sei o que vestir
De repente surgiu você
E eu perdi o controle da tv
De repente surgiu você
E eu não lembro quais filmes queria ver
De repente surgiu você
E a sabe tudo não sabe nada
De repente surgiu você
E amarelo, marrom, rosa e branco ficam bem
De repente surgiu você
E monstros no armário e embaixo da cama
De repente surgiu você
E o medo do escuro
De repente surgiu você
E Vinícius de Moraes fez sentido
"Assim como o oceano só é belo com o luar
Assim como a canção só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem só acontece se chover
... eu não existo sem você"
O que eu quero
6 de maio de 2012 às 00:26
Porque um cheiro no meio do dia ou um "rolê" na sexta a noite não significam nada, e de coisas sem significado já estou cansada.
O que eu quero mesmo, ou melhor, o que preciso é de alguém pra andar de mãos dadas, pros almoços de domingo, pra assistir filmes no sofá, pra planejar um final de semana e as férias.
Preciso de alguém para me acompanhar nas promoções do peixe urbano ou groupon, aos raros shows que quero assistir, ou comer um pastel na feira de quinta a noite.
Preciso de alguém que saiba que meu nome é com "Z", "SCH", alguém que saiba que não gosto de usar perfume, que não precisa concordar comigo em tudo, que saiba das coisas que gosto, mesmo que não goste.
"Quero ter alguém com quem conversar, alguém que depois não use o que eu disse contra mim..."
Preciso de alguém que ouça minhas baboseiras, se necessário, até o sol sumir e aparecer novamente.
Alguém pra encher bexigas em junho, alguém que tire a Maria Luiza do carro e a coloque na cama depois de um passeio.
Tudo bem, pode ser que eu queira demais, mas menos que isso pra mim é nada.
Roda Viva
2 de maio de 2012 às 23:44
Em dias como hoje me pego a perguntar se "a gente estancou de repente ou foi o mundo então que cresceu"...? Em maio do ano passado a Helo Benetti fez um bate-volta por aqui, e dissemos que faríamos e aconteceríamos se ela viesse morar em Maringá. Ela veio. O ano passou. E dá pra contar nos dedos as poucas vezes que nos vimos ou nos falamos nesse tempo. Na casa da Laudi então, nunca mais fui. A Kelre, depois do natal, só nos vimos atrasadas, correndo pro trabalho ou pro ônibus. Nunca fui a Cruz Alta. A Julinha vai fazer 4 anos e ainda não a conheci. A Maria Luiza toda semana pergunta quando vai na casa da Duda e da Maria Clara. A falta que sinto dos meus amigos é tão grande quanto a saudade que sinto de mim mesma. Tenho um e-mail há cerca de um mês esperando resposta na minha caixa de entrada e ainda não encontrei tempo ou palavras para respondê-lo. Evito olhar pro outro lado da sala e ter que sentir, pensar, dizer alguma coisa. O Christian disse que estou em uma zona de conforto, mas só eu sei como é desconfortável estar em mim. E então sinto falta do passado... porque o passado é sempre perfeito, mesmo tendo dado tudo errado, está consumado e a gente lembra só do que foi bom... como na música do Leoni. As fotos, as cartas, o cheiro, as lembranças... lembranças, tem horas que acho que é só disso que vivo. Tenho férias vencidas e é torturante, não sei o que fazer, não pertenço mais a lugar algum, não tenho mais quem me espere na rodoviária as 4 da madrugada ou quem coloque a mochila nas costas e me acompanhe. Não precisávamos de tempo, não tínhamos dinheiro, estar junto bastava. Sim, foi perfeito. "O preço que se paga às vezes é alto demais..."
Peço desculpa aos amigos pela inércia, mas eu realmente não sei o que fazer. Eu não sei, acho que é a frase que mais uso, junto com Eu não posso. Mas eu realmente não sei. Eu juro que queria estar sempre sorrindo, dar bom dia a passarinho, fazer planos e cumprir, ter programas legais no mínimo todo final de semana, ligar e falar coisas boas, estar sempre animada, entre tantas outras coisas. Conhecer as filhas/os das amigas/os, das primas/os, marcar passeios sorridentes e saltitantes... alguns já tem 6 anos. Mas eu não consigo. Eu queria não ter que levantar quando o despertador toca. Queria não ter que escolher que roupa vestir. Só queria ficar ali, quentinha e quieta, com meu cobertor.
Escusa-me...
29 de março de 2012 às 21:29
Me desculpe se eu não sei o que dizer
Me desculpe se às vezes o que sinto não cabe em mim
Me desculpe se o tempo todo imagino conversas, momentos
Me perdoe por fantasiar tanto
Me perdoe por desejar que a realidade seja diferente, colorida
Me perdoe se o desejo de ouvir certas coisas me sufoca
E se o não ouvir me maltrata tanto
Me perdoe por ser assim tão fraca, tão boba
Me desculpe pela pressa, pela impaciência, pela falta de jeito
Me desculpe por confundir tudo
Me desculpe por querer enxergar coisa onde não tem
Me perdoe pela minha tristeza ao ver que é tudo imaginação
Me perdoe por parecer mais louca nessa hora
Me desculpe por querer que as coisas sejam mais simples
Me perdoe por chorar ao ver que não são
Me desculpe por querer as coisas mais claras
Me desculpe por não querer ver mais nada
Me desculpe por querer mais que isso
Me desculpe por achar que pouco é pior que nada
Me perdoe por odiar o quase, o talvez, o quem sabe
Eu também tenho raiva de sentir tudo isso
Eu tenho raiva de fechar os olhos e sonhar
Tenho raiva de abrir os olhos e ver que nada daquilo existe
Eu odeio quando tento esquecer e me fazem lembrar
Eu odeio te ver tão bem e saber que não faço parte disso
Odeio sentir ciúmes, odeio sentir falta, odeio querer
Odeio saber, não saber, não saber se sei ou se não sei
Detesto não saber dizer o que sinto
Detesto ainda mais querer dizer
Porque pouco importa
Me desculpe se eu não sei o que dizer
Me desculpe se às vezes o que sinto não cabe em mim
Me desculpe se o tempo todo imagino conversas, momentos
Me perdoe por fantasiar tanto
Me perdoe por desejar que a realidade seja diferente, colorida
Me perdoe se o desejo de ouvir certas coisas me sufoca
E se o não ouvir me maltrata tanto
Me perdoe por ser assim tão fraca, tão boba
Me desculpe pela pressa, pela impaciência, pela falta de jeito
Me desculpe por confundir tudo
Me desculpe por querer enxergar coisa onde não tem
Me perdoe pela minha tristeza ao ver que é tudo imaginação
Me perdoe por parecer mais louca nessa hora
Me desculpe por querer que as coisas sejam mais simples
Me perdoe por chorar ao ver que não são
Me desculpe por querer as coisas mais claras
Me desculpe por não querer ver mais nada
Me desculpe por querer mais que isso
Me desculpe por achar que pouco é pior que nada
Me perdoe por odiar o quase, o talvez, o quem sabe
Eu também tenho raiva de sentir tudo isso
Eu tenho raiva de fechar os olhos e sonhar
Tenho raiva de abrir os olhos e ver que nada daquilo existe
Eu odeio quando tento esquecer e me fazem lembrar
Eu odeio te ver tão bem e saber que não faço parte disso
Odeio sentir ciúmes, odeio sentir falta, odeio querer
Odeio saber, não saber, não saber se sei ou se não sei
Detesto não saber dizer o que sinto
Detesto ainda mais querer dizer
Porque pouco importa
10 janeiro 2011
Até pra escrever é difícil...
Havia um tempo em que sabia exatamente o que queria, e ia atrás. Naquele tempo era forte e resoluta. Mas de uns tempos pra cá as coisas mudaram, e mesmo sem saber o porque, me sinto frágil e impotente, vulnerável a qualquer coisa. O simples fato de pensar me faz chorar. Medo, insegurança, os piores sentimentos que existem.
Havia um tempo em que sabia exatamente o que queria, e ia atrás. Naquele tempo era forte e resoluta. Mas de uns tempos pra cá as coisas mudaram, e mesmo sem saber o porque, me sinto frágil e impotente, vulnerável a qualquer coisa. O simples fato de pensar me faz chorar. Medo, insegurança, os piores sentimentos que existem.
08 outubro 2010
Fora do eixo
E de novo você vem e me tira do eixo... um sms, uma ligação, e dias sem conseguir pensar eu outra coisa. A vontade que dá é "Não (...) lutar contra o que eu sinto (...) me entregar como um soldado cansado e faminto (...) Porque a verdade explode cada vez que eu minto Não posso mais viver em conflito".
Alguns minutos de caminhada, respirando fundo, e a decisão... não vou me entregar. Essas migalhas de você não saciam minha fome, não descansam minha alma. Obrigada, mas ainda não será dessa vez.
É como o relato de um dependente químico em fase de desintoxicação, um ex-alcoólatra: "Mais um dia vencido longe do vício."
06 outubro 2010
Toda vez que toca o telefone eu penso que é você...
É engraçado, muitas vezes penso que é perfeita nossa simetria, e de repente tudo que quero é te ver aqui... penso em você e de repente chega-me um sms... transmissão de pensamento... em algum lugar, por algum motivo, você pensou em mim. O coração bate acelerado, inquieto, e já não sei mais o que fazer... espero um tempo, até a euforia passar e sigo sem você. Queria que você viesse, mas pra ficar... que quando dissesse "Quero te ver" fosse verdade, fosse pra sempre. Queria que você enxergasse o que sinto e pudesse sentir... Queria entender, aceitar, esquecer... mas você não deixa. Quando penso que passou, vem você e me faz lembrar...
Toda vez que toca o telefone
Eu penso que é você
Toda noite de insônia
Eu penso em te escrever
Pra dizer
Que o teu silêncio me agride
E não me agrada ser
Um calendário do ano passado
Prá dizer que teu crime me cansa
E não compensa entrar na dança
Depois que a música parou
...
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