07 outubro 2013

Roda Viva

2 de maio de 2012 às 23:44

Em dias como hoje me pego a perguntar se "a gente estancou de repente ou foi o mundo então que cresceu"...? Em maio do ano passado a Helo Benetti fez um bate-volta por aqui, e dissemos que faríamos e aconteceríamos se ela viesse morar em Maringá. Ela veio. O ano passou. E dá pra contar nos dedos as poucas vezes que nos vimos ou nos falamos nesse tempo. Na casa da Laudi então, nunca mais fui. A Kelre, depois do natal, só nos vimos atrasadas, correndo pro trabalho ou pro ônibus. Nunca fui a Cruz Alta. A Julinha vai fazer 4 anos e ainda não a conheci. A Maria Luiza toda semana pergunta quando vai na casa da Duda e da Maria Clara. A falta que sinto dos meus amigos é tão grande quanto a saudade que sinto de mim mesma. Tenho um e-mail há cerca de um mês esperando resposta na minha caixa de entrada e ainda não encontrei tempo ou palavras para respondê-lo. Evito olhar pro outro lado da sala e ter que sentir, pensar, dizer alguma coisa. O Christian disse que estou em uma zona de conforto, mas só eu sei como é desconfortável estar em mim. E então sinto falta do passado... porque o passado é sempre perfeito, mesmo tendo dado tudo errado, está consumado e a gente lembra só do que foi bom... como na música do Leoni. As fotos, as cartas, o cheiro, as lembranças... lembranças, tem horas que acho que é só disso que vivo. Tenho férias vencidas e é torturante, não sei o que fazer, não pertenço mais a lugar algum, não tenho mais quem me espere na rodoviária as 4 da madrugada ou quem coloque a mochila nas costas e me acompanhe. Não precisávamos de tempo, não tínhamos dinheiro, estar junto bastava. Sim, foi perfeito. "O preço que se paga às vezes é alto demais..."
Peço desculpa aos amigos pela inércia, mas eu realmente não sei o que fazer. Eu não sei, acho que é a frase que mais uso, junto com Eu não posso. Mas eu realmente não sei. Eu juro que queria estar sempre sorrindo, dar bom dia a passarinho, fazer planos e cumprir, ter programas legais no mínimo todo final de semana, ligar e falar coisas boas, estar sempre animada, entre tantas outras coisas. Conhecer as filhas/os das amigas/os, das primas/os, marcar passeios sorridentes e saltitantes... alguns já tem 6 anos. Mas eu não consigo. Eu queria não ter que levantar quando o despertador toca. Queria não ter que escolher que roupa vestir. Só queria ficar ali, quentinha e quieta, com meu cobertor.

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