07 junho 2010

Fuga

Estava lendo as postagens anteriores e notei que as de quando se está apaixonada são muito melhores. Amar e sofrer inspira, talvez porque o sofrimento não seja de todo dor, mas seja doce. Já sofrer por sofrer é vazio. As pessoas escrevem inspiradas no seu dia-a-dia, e o meu cotidiano tem se tornado cada dia mais monótono = vazio = tedioso. Oh vida, oh céus, oh azar! Pessoa reclamona essa eu. Um chute! Minha mãe me disse que estou ficando cada dia mais ignorante, mas acho que quis dizer rabugenta. Isso, venho me tornando uma solteirona rabugenta. Sempre fui uma jovem idosa, adoradora de programas como assistir filme em casa, churrasco em casa, saídas rápidas para um jantar, um almoço ou uma pizza, mas nada com muita gente ou barulho. Na época de escola os melhores amigos sempre foram os livros, desde sempre preferi a segurança e conforto de quatro paredes á multidões. Mas de repente isso começa a me fazer mal. Dentro das paredes sempre havia mais alguém, risos, conversas, calor. Hoje, um monitor e só. E mesmo quando saio, ele me acompanha, e quando as pessoas ao redor começam um social, rapidinho ele pula da bolsa e me acolhe em seu campo de força, me protegendo do mundo cruel (real). Vencida pelo sono.

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