20 agosto 2009

Constante

Ainda lembro quando recebi aquela carta toda desenhada a giz, e chorei por não saber o que fazer. Ele estava ali, completamente desarmado, entregue, e eu ainda não sabia o que fazer. Calei. Não respondi. Li e reli dezenas, talvez uma centena de vezes, como todas, como sempre e demorei uns dez anos pra saber o que dizer.
Hoje você tem os pés no chão e meu coração nas mãos. Sei que o telefone não vai tocar de madrugada, nem nos finais de semana. Sei que nestes dias não haverão cartas, com ou sem giz de cera e nem adianta correr pra casa, direto na caixa de correio. Hoje a saudade parece ser só minha e você, rindo, diz que depois de velha estou ficando mole.
De alguma forma tento me acostumar com teu silêncio, e essa distância.
Tenho em mim o teu sorriso, teu olhar que me acompanha e esse amor, antes louco, hoje sereno, sempre, sempre constante...
Te amo

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